quinta-feira, 28 de abril de 2011

É uma dor... que não cabe no mundo...

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… O de mais nada fazer."

sábado, 26 de março de 2011

A palavra perdida

Ética: substantivo feminino. Foi o que sobrou sobre a compreensão e aplicação desta palavra. O Brasil desafiou os seus valores e permitiu que o ‘’jeitinho’’ toma-se espaço na sociedade. Na Política, nas filas, nos aeroportos e até mesmo no açougue que separa o melhor filé para a amante do proprietário, não há mais nenhuma conduta baseada nos valores morais.

                As crianças nascem, crescem e se educam com conceitos destorcidos sobre o correto e o incorreto, sobre a verdade e a mentira. As leis que surgem para dar o primeiro passo para o resgate da ética é barrada pela própria lei. A lei “ficha limpa” tão falada no ano eleitoral, foi cancelada pelo plenário. Não há aplicação da lei no mesmo ano em que ela é criada. Mais uma vez a população esperou de pé a volta da ética, mas essa adiou o seu retorno ao Brasil.

                Se a política não muda, a população se acostuma e o costume da população não favorece grandes mudanças. Sim, há corruptos, há favorecimentos, há alienação, mas não há mais luta. A corrupção dominou a paralisou as pessoas e enquanto assistimos e compactuamos com os erros, perdemos a ética de vista.

domingo, 13 de março de 2011

Quem sou eu?

Eu não sou a mais bonita, mas tenho cabelos lisos. Eu não sou a barbie e nem tenho pretensão de ser. Eu nunca serei perfeita para ninguém porque eu tenho defeitos que prejudicam a mim mesma. Já acharam que eu fosse perfeita e se decepcionaram, já achei alguém perfeito e me decepcionei, hoje sei que a perfeição cansa e que o bom é saber lidar com os defeitos. Já joguei na mega sena achando que eu fosse ganhar, já dividi sorvete na mesma taça, já perdoei coisas imperdoáveis. Não consigo guardar rancor. Não esqueço as coisas de forma fácil, mas me lembro de muito pouco. Não planejo o futuro e evito o passado. Gosto de sair sem rumo e sem horários, não gosto de dar satisfações, mas é bom se sentir cuidada. Uso o mesmo perfume há 13 anos e tenho vício em música. Eu prefiro os cachorros ao ser humano. Eu ando desconfiada da vida. Eu não sei mais em que ou em quem acreditar, eu mato um leão por dia. Eu odeio esperar, eu me irrito quando não acreditam em mim porque eu não sei mentir. Eu escolho a dedo os meus amigos, eu amo de verdade para quem eu digo isso. Eu choro escondida e aprendi que reclamar não resolve os meus problemas. Aprendi a reclamar menos, aprendi a ser feliz com pouco. Aprendi que o mundo não para porque o meu peito dói. Eu sou mulher com alma de menina. Sou brava e racional. Sou uma doce pimenta. Sou fácil de lidar, abro mão de muitas coisas, penso muito no outro. Mas ainda preciso a aprender a não me esquecer de mim.

Mas ainda sim, não sei bem quem eu sou...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tudo aquilo...


Não quero imaginar que tudo o que eu vivi pode acabar em apenas um dia. Vai durar, vai ser produtivo, eu sei que vai.

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."
(Clarice Lispector)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Depois

Então ficaremos assim, amanhã ou depois eu te ligo.
Amanhã ou depois você não me liga.
Assim mataremos o tempo, disperdiçamos as horas, esquecemos o ocorrido, limpamos a nossa memória.
Amanhã ou depois me esqueço de você e você não lembrara mais de mim.
Amanhã ou depois, ou depois, ou depois, ou depois...

E nunca é tarde para se importar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Clarice Lispector

Quem me conhece... sabe que Clarice é minha parceira de palavras! Tudo o que eu queria escrever, ela escreveu primeiro!
Sempre que reinicio meu blog, não sei o que escrever, então, dessa vez, publico Clarice! Deixa ela dizer o que eu sinto!


E eis que depois de uma tarde de “quem sou eu” e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero – eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. E você é você. É lindo. É vasto, vai durar. Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida, mas por enquanto olha pra mim e me ama. Não! Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo.


Veja:  ...mas por enquanto olha pra mim e me ama. Não! Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo.